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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

[Conversando com Escritores] Samanta Holtz #Entrevista

A entrevista de hoje vai ser com Samanta Holtz, ela é autora de quatro livro: “O Pássaro”, “Quero ser BethLevit”, “Renascer de um Outono” e “Quando o Amor Bater a Sua Porta”. Ela também é fã de Nicholas Sparks, vem livros novos por ai e no Natal ela lança uma nova história, desta vez em conjunto com outras autoras.

(Foto: Rede social)

Samanta Holtz é paulista e ama o que faz, já ganhou vários prêmios e tem um canal no YouTube, onde dá dicas de como escrever livros, sem falar que ela também tem um blog. 

   1.   Em seu romance histórico, O Pássaro, temos a história de um casal que busca a liberdade. O que te motivou e o que você quis passar com essa história?

Em primeiro lugar, muito obrigada pelo convite à entrevista! Espero que você e os leitores do blog gostem de saber um pouquinho mais sobre mim! :) A ideia para “O Pássaro” surgiu ainda na adolescência, quando, nas aulas de História do Ensino Médio, aprendíamos sobre o Feudalismo. Eu achava aquele cenário encantador e, ao aprender sobre vassalos, senhores feudais, idealismos religiosos da época e submissão da mulher, comecei a imaginar: “como seria a vida de uma garota à frente do seu tempo, no Feudalismo?”. Foi a partir disso que Caroline tomou forma em minha imaginação, bem como Bernardo e o amor proibido que viveriam. Colocar a história no papel foi uma consequência... quando nasce uma ideia, chega um momento em que ela ganha tantos detalhes dentro de nós que ela praticamente implora para ser escrita, e é impossível negar a ela esse direito! (risos) E ver o livro publicado foi um sonho alcançado. Na época, eu tinha outros 2 prontos e escritos, porém “O Pássaro” era a história mais preparada para eu tentar publicação. A mensagem que desejei transmitir, através dele, foi a busca corajosa por um ideal.

    2.   Seus livros publicados até agora são todos romances, seja histórico ou contemporâneo, você pensa em algum dia escrever, pelo menos uma história, com outro gênero literário?

Tenho originais já prontos de histórias que exploram um pouco do Sobrenatural, e um dia pretendo publicar. E o novo livro que estou escrevendo, embora seja de gênero romance, não tem o foco na história de amor. O relacionamento amoroso existe, porém o carro-chefe da trama está mais ligado a questões femininas da atualidade que escolhi abordar. Minha intenção é que cada leitora se sinta retratada e representada lá dentro, e absorva uma mensagem diferente dentro do seu universo e da sua realidade.

  3. É muito comum encontrarmos nas histórias de seus livros personagens com algum segredo, seja algo do passado ou algo que ele quer esquecer. Qual a importância disto no enredo e o que você pensa sobre isso?

Todo bom livro pede que o personagem evolua ao longo da trama, que ele aprenda algo – e que, de alguma forma, o leitor evolua junto. Quando o personagem já carrega algo do passado logo no início do livro (mesmo que venha a ser revelado somente mais tarde), já gera uma identificação imediata com o leitor; afinal, quem de nós não tem suas próprias cicatrizes, muitas vezes escondidas? É algo praticamente inerente ao ser humano e, quando escrevemos romance, um gênero que se propõe a retratar a realidade, penso que é um ponto de partida interessante. Dores do passado são mais profundas, mais enraizadas na alma, e curá-las exige um processo de profunda imersão, envolvimento e, na maioria das vezes, sacrifício. Mas é muito libertador! E é essa sensação de libertação (e de que ela é possível) que me motiva a incluir este elemento em minhas histórias.

  4.Em Quero ser Beth Levitt, temos uma garota que deseja ser a personagem do seu livro preferido. E você, tem algum livro preferido? E se pudesse viver a vida em um dos seus personagens qual seria?

Eu sou apaixonada pela saga Harry Potter! Também amo romances de autores como Maurício Gomyde, Nicholas Sparks, Liane Moriarty, Sophie Kinsella... ainda assim, não consigo eleger um único livro de ficção como “favorito da vida”. Não sei se é mal de escritora (hahaha!), ou se eu amo tantos livros que não acho justo eleger somente um. Das minhas histórias, acho que eu adoraria viver a história da Amie. Já pensou que incrível fazer parte das gravações de um filme ao lado do meu ator favorito? :) Ryan Reynolds... Robert Downey Jr.... (na adolescência, antes de me casar... que fique claro, antes que o maridão leia essa resposta e interprete tudo errado! Hahaha).

    5.   Já em Quando o Amor Bater a Sua Porta conhecemos de perto a vida de uma escritora em seu processo de escrita de um livro. Você como autora é como a Malu? Pois quando eu estava lendo o livro senti muito sua personalidade nela.

Esse livro veio para provar aquela máxima de que “a arte imita a vida / a vida imita a arte”. Neste livro, eu coloquei alguns elementos inspirados em experiências reais – por exemplo, a Fazenda Ashram, que é inspirada na Fazenda Lila, onde já participei de alguns retiros de yoga. Quando escrevi a primeira versão da história, eu estava em um momento de vida... e, depois que ela foi aprovada para publicação, enquanto eu trabalhava nas versões de preparação e revisão do texto, alguns acontecimentos me aproximaram muito do momento de vida da personagem. Até os cabelos eu cortei! (risos) Não que tenha feito por causa da personagem, foram coincidências muito curiosas. Inclusive, quando voltei à Fazenda Lila depois da publicação, enfrentei um temporal muito parecido que quase impediu o carro de chegar, e tivemos que tomar uma estrada alternativa! Enfim, enrolei e não respondi, né? (hahaha) A verdade é que, no começo do livro, a Malu é bastante diferente de mim. Ela tem certa arrogância, é fechada em seu próprio mundo e, por mais que aja assim como mecanismo de defesa, acaba magoando as pessoas. Quando o livro foi lançado, eu também estava um pouco fechada para o amor. Mas que bom que ele bateu à minha porta, e eu o deixei entrar!

   6. Ainda no livro Quando o Amor Bater a Sua Porta, uma jornalista fez uma pergunta pra Malu que no começo da história ela não soube responder, mas depois ela respondeu divinamente. E agora eu te pergunto: O que é o amor para Samanta Holtz?

Não vale roubar as palavras do Doutor Love, né? (risos) Bem... o amor é o que move a humanidade. Isso fica claro em tempos de desamor, quando vemos as diferenças ideológicas, políticas, religiosas, dentre tantas outras, afastarem cada vez mais as pessoas. Fica um vazio, uma sensação de incompletude... é o elo do amor rompido pela intolerância. O amor, logo, é o contrário disso; é a compreensão de que o mundo do outro é diferente do nosso. É o respeito a esse mundo. O carinho e o cuidado ao tocarmos nele, pois nunca sabemos as feridas que podem estar ardendo ali dentro, tampouco as motivações que levaram alguém a tomar decisões que nos parecem tão incompreensíveis. O amor é abraçar diferenças em vez de condená-las. É educar em vez de repreender. É dialogar em vez de discutir. E amar... apenas amar!

    7.   Uma das melhores coisas que achei em Quando o Amor Bater a Sua Porta foi a coluna do Dr. Love. Ele fala muito bonito sobre o amor, mesmo quando são poucas as pessoas que acreditam nisso. Você tem interesse de escrever um spin-off dele? Não desvendando, é claro, a verdadeira identidade do Dr. Love.

Que bom saber que gostou!! Muita gente já me pediu isso, sabia? Um spin-off dele e da Rebeca, são os dois mais pedidos. Tenho algumas ideias, sim... mas trabalharei nelas apenas depois que concluir o novo romance, que está chegando no fim (oba!).

    8.   Em que e quem você se inspirou para escrever e criar o Dr. Love. Mais alguém é fã dele ou só eu?

Meus personagens dificilmente são inspirados em pessoas reais. A ideia do Dr. Love surgiu naturalmente à medida que comecei a rabiscar a história. Ele era uma figura necessária para a trama! E, quando eu me dei conta do papel que ele poderia exercer além das colunas de jornal (que não darei detalhes para não dar spoiler a quem não leu!), fiquei eufórica! (risos) Chamei minha irmã Tatiana, que é uma das leitoras-beta desde meus primeiríssimos textos, e contei a história inteira para ela, para ver se eu estava superestimando a ideia, ou se era mesmo boa. Felizmente, ela deu muito certo! E, a julgar pelos e-mails e mensagens que recebo, o “fã-clube” do Doutor Love só aumenta! hahaha

   9. Como iniciou sua carreira como escritora? Há quanto tempo você está neste segmento? Em algum momento você já pensou em desistir?

(Foto: Arquivo pessoal)
Começou aos sete anos de idade, quando eu decidi o que eu queria ser quando crescesse: redatora do Maurício de Sousa. Decidi, naquela época, começar a praticar. Então, eu pegava um monte de folhas sulfite, dobrava no meio, grampeava e criava ali minhas próprias histórias em quadrinhos! Tenho várias delas guardadas até hoje (foto ao lado). O tempo foi passando e eu comecei a escrever historinhas em texto corrido, sem os quadrinhos - o que foi uma ótima ideia, já que desenhar não era bem o meu forte! (risos) Escrevia historinhas para dar de presente aos professores e lotava cadernos com reflexões, poesias e ideias. Exercia isso como hobby, como algo que eu amava fazer, mas ainda não tinha a noção de que poderia vir a viver daquilo, um dia. Até sonhava que pudesse ser verdade, mas não achava possível que acontecesse a uma garota de uma cidade pequena do interior. Então, aos 14 anos, comecei a escrever um conto. Sem roteiro nem nada. A história foi ganhando forma, crescendo, tomando novos caminhos e, quando vi, não cabia mais no caderno em que eu a estava escrevendo à mão. Passei tudo para o computador e, durante quase dois anos, escrevi o que se tornaria "Renascer de um Outono". Foi aí que me dei conta: "escrevi um livro!". Depois que criei coragem de procurar os caminhos de uma publicação, foram quase 10 anos escrevendo sem publicar, e tentando incansavelmente, até conseguir minha primeira publicação, com “O Pássaro”. Já pensei em desistir várias vezes, tanto nesses 10 anos pré-publicação quanto depois. Temos muitas dificuldades para conseguir publicar e, depois que conseguimos e pensamos que todos os problemas acabaram, surgem vários outros desafios! Meu mantra que me salvou em todas as vezes que o desânimo ameaçou bater é: “não escrevo para ficar rica nem famosa. Escrevo porque amo, e é por isso que devo continuar”.

10.    Seus livros foram publicados pelas as editoras Novo Século e Arqueiro. Como surgiu a oportunidade de publicar seus livros com uma editora?

A primeira publicação foi a mais difícil, pois as editoras buscam mais do que uma boa história; buscam também um bom nome, uma boa imagem – e, quando escrevi meus primeiros livros, eu não somente era uma completa anônima como nem Facebook eu tinha! (risos) Consegui pelo selo “Novos talentos da literatura”, da editora Novo Século, que dá espaço a autores iniciantes. Eles cuidam de toda a produção e distribuição dos livros, porém existe um investimento do autor na compra obrigatória de uma quantidade de livros. Como eu já tentava publicar havia quase 10 anos (e naquela época o mercado era muito mais fechado do que é hoje), resolvi arriscar. E deu muito certo! Logo em seguida recebi o convite para publicar “Quero ser Beth Levitt”, no formato de publicação tradicional (sem investimento do autor). Essa obra despertou também o interesse de outras boas editoras, porém continuei na Novo Século. “Renascer de um Outono” foi aprovado e publicado na sequência... já com a Arqueiro (do grupo Sextante), com eles é diferente porque a editora não aceita originais não solicitados – ou seja, eles só leem originais que eles tenham pedido ao autor, ou que tenha sido indicado por um agente literário, o que eu não tinha. No entanto, tive a felicidade de despertar o interesse deles em ler meus originais, bem como de outras editoras incríveis. Quando recebi o contato deles aprovando meu livro e com uma proposta de publicação, quase caí da cadeira – literalmente! (risos) Amo essa editora, e é uma honra fazer parte dela, assim como é fazer parte da Novo Século!

    11.   Como é o planejamento antes, durante e depois de publicar seu livro? Você tem ajuda editora ou faz por conta própria. E o que mais motiva para escrever?

A escrita da história é feita por mim, sem auxílio ou solicitação da editora. Eles entram depois, com a preparação de texto (copidesque) e revisões, e é só então que eles apontam comentários, sugestões etc. Sobre o planejamento, é claro, há os rompantes de inspiração e criatividade que jamais devem ser desperdiçados... porém, de modo geral, é preciso se planejar. Na hora de compor a história, os capítulos e sua versão final, acho importante ter um roteiro montado, o começo, meio e fim bem desenhados, personagens construídos e pesquisas em relação aos cenários, época, realidade dos personagens e o que mais for preciso. Gosto de estar bem preparada antes de começar a escrita em si porque, senão, as lacunas deixadas pela falta de pesquisa ou de preparo podem virar bloqueio no processo criativo, ou deixar “pontas soltas” na trama. O que mais me motiva a escrever é a noção do impacto positivo que isso poderá despertar nos leitores! Meu público é minha maior motivação.

    12.  Em relação ao seu canal no Youtube, como surgiu a ideia de criar um canal onde você pode passar para as outras pessoas informações e tirar as dúvidas dos futuros escritores?

O que despertou o desejo de ajudar novos escritores através do Youtube foram dois fatores: o primeiro, porque adoro ajudar, orientar, informar... sou assim desde os tempos de escola, eu não podia ver um amigo com dificuldade em alguma matéria que eu já queria marcar grupo de estudos, inventava uma explicação nova, criava um resumo para ele. Amo poder ajudar e orientar alguém! E o segundo fator foi que, cada dia mais, eu recebia muitos e-mails e mensagens de novos autores pedindo ajuda e conselhos, e quase sempre eram as mesmas perguntas – como começar um livro? Como registrar na Biblioteca Nacional? Como enviar às editoras? Com esse meu jeito meio mãezona / professora, eu nunca me contentava em responder de forma seca ou breve: respondia com textões, exemplos, explicações, meu ponto de vista. Mas isso demandava muito tempo, então comecei a manter essas respostas salvas para copiar e colar a quem me perguntasse a mesma coisa. Até que pensei: e se eu tiver um canal onde eu possa criar conteúdo com essas orientações, para que não somente aqueles que me procuram possam ter acesso? Foi assim que criei o Youtube e o blog! E é maravilhoso receber o feedback de tanta gente que nem mesmo me conhecia, antes de ver meus vídeos, e hoje diz que, graças às minhas dicas, tem conseguido avançar na carreira de escritor que tanto almeja!

    13.     Você pretende escrever mais livros? O que podemos esperar de novidades?

Sim, já estou concluindo meu novo romance! Acredito que será lançado ano que vem. A história está ficando enorme (maior que Quero Ser Beth Levitt, que tem quase 600 páginas... rs!), então, terei um grande trabalho revisando e enxugando a história. E, ainda este mês, divulgarei novidades sobre um romance que escrevi em conjunto com outras autoras maravilhosas, e que será lançado no Natal! Fiquem de olho nas redes sociais, que contarei tudo lá! :)



Obrigada Samanta por essa entrevista, muito sucesso na sua carreira e o que precisar do blog pode contar comigo. Estou à espera de algum livro ou conto sobre Dr. Love.




Acompanhe a autora nas rede sócias, no Youtube e no blog:








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sexta-feira, 22 de junho de 2018

[Conversando com Escritores] Michelli Moraes #Entrevista


Já faz um bom tempo que não publiquei uma entrevistas aqui, mas agora volto com tudo. Desta vez a entrevista é com Michelli Moraes.



Ela nasceu no Mato Grosso do Sul, mas foi muito pequena para Brasília e desde então se considera uma brasiliense. Adora escrever, viajar e tomar um bom vinho. (Quem a acompanha nas redes sociais sabe que isso é verdade, pois vimos sempre nos seus storys as fotos dos vinhos) É autora da série Sublime, seu romance de estreia. A série é composta pelos livros Sublime, Incondicional e Encontro, os dois primeiros é um romance medieval e o terceiro já se passa nos dias atuais.

Sua carreira como escritora surgiu do nada, segundo a autora ela teve um sonho com uma cena e daí outras foram surgindo até ele escrever Sublime, onde escreveu por três meses. Ela é escritora independente e seus livros são produzidas por ela mesmo. E sem falar que ela é superrr gente boa e parceira do blog. J

Acompanhe abaixo a nossa conversa:

    1. No livro Sublime, temos um cenário bem europeu que nos remete ao século XV, quando, principalmente, as mulheres tinham que obedecer a ordens, fazer tudo o que foi planejado por seus pais. E aquelas que nasciam filhas de reis quase não podiam fazer nada. Como foi pra você escrever uma história numa época que as coisas eram bem rígidas?

Nossa! Adorei escrever sobre esse tema. Sou apaixonada por História, especialmente por esse período da Idade Média, então leio muito a respeito, assisto a séries e a filmes. Gosto de entender como as coisas funcionavam, essa submissão da mulher que hoje se torna algo tão difícil de compreendermos. Foi realmente incrível “viver” esse período para tentar passar um pouco daquela realidade para o livro.


    2.  Ainda no livro Sublime, como foi escrever sobre Isadora, em que, com a continuação da leitura, acompanhamos seu amadurecimento, suas conquistas e o redescobrimento? Até a segunda parte do livro ela ainda não se dera conta do seu próprio poder como mulher, ela ainda é muito mimada.

Isadora é uma personagem que adoro. Real, cheia de falhas, fruto do meio em que foi criada, mas que teve a força e a inteligência necessárias para avaliar seu comportamento e perceber que o mundo esperava mais dela. Quando resolveu tomar as rédeas da própria vida, demonstrou o poder que tinha.


    3. Já no segundo livro, Incondicional, temos a história de outra geração, na qual o casamento arranjado permanece, mas traz algo diferente comparado ao primeiro. O que te motivou a dar continuidade à narrativa, o que você quis passar com esta continuação?

Incondicional me veio à mente pouco antes de terminar Sublime. Na verdade, a ideia do Encontro, o terceiro livro, surgiu antes mesmo do segundo J Contudo quando comecei a escrever Incondicional, ele adquiriu uma força tão grande, me arrastando para um mar de emoções.
Mais uma vez, eu quis mostrar um cenário muito real, com a dominação masculina, o poder absoluto dos reis, a submissão da mulher. Além disso, o amor e a união familiar também foram enaltecidos nessa história. Em uma época repleta de inveja, jogos de poder e egoísmo, as demonstrações de amor que ocorreram nesse livro foram o que o tornaram tão especial para mim.


    4.  Ainda no segundo volume da série temos o casamento arranjado do rei Felipe, mas sua atual esposa, apesar dos dias acabar se apaixonando por seu marido e descobrir da sua amante, não abre mão dos seus valores e daquilo em que acredita. Como foi escrever sobre um, querendo ou não, triangulo amoroso, mas com um diferencial?

Esse triângulo amoroso também me foi muito especial. Era algo absolutamente comum à época e, normalmente, os reis jamais se desfaziam de suas “favoritas”. As rainhas eram obrigadas a aceitar a situação, fingindo não perceberem ou, simplesmente, convivendo com essas outras mulheres.
Giulia foi muito forte ao tomar uma atitude que ia contra todos os costumes da época. Por maior que fosse seu amor pelo marido, percebeu que tinha seus próprios limites e que não suportaria mais seguir em frente, vendo-os desrespeitados.

   5. Qual foi a sua inspiração em escrever estes romances medievais? Como foi a parte da pesquisa, pois os cenários, os bailes, roupas e costumes daquela época é bem diferente dos dias atuais?

Minha inspiração vem das viagens que fiz, dos livros que li e dos filmes e seriados a que assisti. Quando fecho os olhos e imagino como as coisas se passavam, quase posso senti-las acontecendo e, assim, tento passar para o papel com o máximo de veracidade, buscando inserir o leitor nesse universo tão fascinante.

   6. No terceiro volume da série, Encontro, já se passa nos dias atuais. Porque essa mudança no tempo, do século XV para os dias atuais?

Sim. Encontro é contemporâneo. A ideia de trazer o passado para o presente sob o olhar de uma historiadora foi algo que me empolgou muito. Foi uma maneira de arrematar os fatos e acontecimentos de Moreau-Leclerc possibilitando, de certo modo, que o leitor sentisse que poderia visitar esses lugares no presente.

   7. Dos três livros já publicados qual é o personagem que você mais se identifica e aquele que deu certo trabalho para cria-lo?

Identifico-me com a Luísa, do Encontro J Digo que tem muito de mim nela. Muitas de suas sensações, suas paixões e realizações também vivenciei de certa maneira. Por isso, esse livro me é tão especial.
Cada personagem é único para mim. Não conseguiria dizer qual me deu trabalho para criar. Quando um personagem surge em minha mente, ele cria vida própria tão intensamente que tudo acaba se desenvolvendo de modo muito tranquilo.

  8. Desde quando se iniciou o planejamento, desenvolvimento e publicação do primeiro volume da série? Qual foi a ideia inicial?

Demorei cerca de três meses para escrever Sublime. Depois vieram as revisões, planejamento de capa e autopublicação. O processo todo deve ter demorado uns seis meses.
A ideia inicial era escrever apenas essa história, mas as outras surgiram e o que era apenas um livro se transformou em uma série.

   9.  Gosto sempre de perguntar aos escritores, principalmente àqueles que publicam livros por conta própria, qual foi a maior dificuldade em publica-los e o que te levou a fazer isso sem ajuda de alguma editora? Pois sei o desempenho que os autores tem para criar a divulgação e publicação do seu livro. Pois, em algumas editoras, o investimento é muito alto.

O mais difícil em uma autopublicação é justamente essa parte da divulgação. Tudo fica por conta do autor que, muitas vezes, não tem o tempo e o conhecimento de área necessários.
Resolvi publicar por conta própria porque no Brasil, infelizmente, não são muitas as editoras consagradas que aceitam analisar originais de escritores desconhecidos.
Quanto às editoras que trabalham com investimento por parte do autor, acho que é uma opção bem interessante, uma importante ferramenta para se entrar nesse mercado editorial. Contudo, ao menos por enquanto, prefiro ter o controle total sobre meus livros, mantendo-os apenas nas plataformas que já utilizo.

  10.  Como foi que os leitores reagiram ao lerem os livros? pelo que já vi vem aumentando o número leitores e fãs da série.

As reações têm sido bastante positivas! Estou realmente muito feliz com o retorno que venho recebendo dos meus leitores. Não há nada mais gratificante do que ler uma resenha ou receber uma mensagem de pessoas que dizem se encantar com minha escrita, se envolver com os personagens, seja para amá-los ou detestá-los J Afinal, a intenção ao se criar cenários e personagens é justamente isso, fazer com o que o público os sinta como reais.


    11.  Para finalizar, o que podemos esperar para o quarto e último volume da série?

Ah, o spin off será um romance super fofo, querido, que trará personagens bem reais, que vivem conflitos parecidos com os nossos, que lutam para superar traumas e encontrar a felicidade.
Não posso falar muito, mas uma coisa é certa: adorei escrevê-lo! Mergulhei em emoções e presenciei superações com essa história.
Espero que os leitores também apreciem esse novo livro assim como têm apreciado da trilogia Sublime J


Obrigada pela a entrevista, Michelli. Estou amando a leitura dos seus livros, já li Sublime (tem resenha aqui no blog), estou lendo Incondicional e quero ler o terceiro volume, e aguardo ansiosamente pelo o spin off da série. O que precisar do blog pode contar sempre.



Veja outras entrevistas aqui.



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sexta-feira, 16 de março de 2018

[Conversando com Escritores] Michelle Passos #Entrevista




A entrevista de hoje vai ser com Michelle Passos, ela nasceu e vive em Belo Horizonte, Minas Gerais. Formou-se em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e já trabalhou como repórter e fotógrafa. Leu seu primeiro livro aos sete anos e desde então nunca mais parou. Escreveu sua primeira história aos onze, onde usava seus colegas de sala como personagens. Gosta de viajar, é apaixonada por música, ama estar entre seus amigos e adora ler um bom romance.




1.    Na duologia O jogador e a bailarina, temos dois protagonistas bem diferentes, como foi escrever os personagens com profissões e personalidades diferentes?

Acho que é sempre um desafio criar personagens, independente das profissões e das personalidades, justamente porque eles precisam ser diferentes uns dos outros, pelo menos na maioria das características. Escrever Mari e Fred foi um desafio delicioso no fim das contas. Futebol é algo que eu amo, balé uma dança que eu admiro muito, então acabou sendo uma experiência muito gostosa.

2.    Qual foi sua ideia inicial ao escrever uma duologia? Pois sempre vimos trilogias ou sagas.

Na verdade, quando lancei o livro no Wattpad, não era uma duologia. O livro era somente Aos Teus Pés. Porém, quando houve a demanda para lançar o livro em formato físico, vi que era impossível lançar em um só volume porque a história ficou bem grande. Sendo assim, dividi a história em duas e assim nasceu a duologia: Aos Teus Pés e Em Tuas Mãos.

3.    Você sempre pensou em escrever um Spin Off e o conto da duologia O Jogador e a Bailarina? Foi a pedido dos fãs? Como eles aceitaram isso?

Não. Na verdade, Enquanto Você Respirar nasceu do pedido de algumas leitoras. Elas queriam saber como se iniciou a história de amor entre Leandro e Cindy, que elas conheceram lá na duologia. O conto veio como um presente para os leitores de dia dos namorados no ano de 2017 e acabou virando um livreto físico. Tanto um quanto o outro foram muito bem recebidos pelos meus leitores! Acredito que quem gostou mesmo da turma de São Miguel lá em ATP e ETM, queria saber um pouquinho mais sobre todos os personagens!

4.   Dos livros que você já publicou, qual o personagem que você mais se identifica?

Eu gosto de todos eles, cada um da sua maneira. Gosto do quanto são fortes e perseverantes. Mas, o que mais me ensinou sobre amor, sobre amizade, sobre lealdade, sobre nunca desistir mesmo quando tudo te leva a acreditar que isso é o melhor, foi o Leandro. Ele é “meu menino”.

5.    Todo livro que é publicado ele passa por várias etapas como, por exemplo, o planejamento, desenvolvimento, escrita e publicação. Como foi desenvolver O jogador e a bailarina?

Foi um processo maravilhoso, pois o livro foi nascendo no Watppad. Eu escrevia, postava e já tinha o retorno do público. Era a parte que eu mais gostava e que mais me motivava! Eu não contava que a história fosse ter o sucesso que teve e a forma como eles me retornavam, me dava ideias muito legais para a continuação da história. Terminei a publicação na plataforma com 1,6 milhões de visualizações.
Desse sucesso, vieram os pedidos para que a história fosse publicada em formato físico! Para isso, contei com a ajuda de duas super amigas que também escrevem. Angélica Pina, autora de Quilômetros de Saudade e Outros Tantos Quilômetros, me ajudou com a parte da revisão. Michelle Mariani, autora da trilogia Fury Hunters me ajudou com todo o restante: Capa, diagramação e etc. No fim, tive em mãos dois livros dos quais tenho muito orgulho.

6. Porque você decidiu publicar seus livros por conta própria? O que te motivou a fazer isso e quais foram os desafios?

Eu decidi por dois motivos: Primeiro, porque eu não tinha uma editora que a princípio se interessasse pela história e segundo porque meus leitores queriam o livro rapidamente, de forma que orcei uma quantidade, vi que estava dentro do que eu poderia fazer e resolvi arriscar. Vendi rapidamente as primeiras 150 cópias, já tive que me movimentar para fazer mais. O grande desafio nesse país em ser autor independente é que você precisa se vender o tempo todo, sem parar. Correr atrás de tudo, literalmente. E geralmente todo o processo é feito por você: desde a venda até o envio. Mas sendo muito sincera? Amo! Faço com o maior amor do mundo porque sei que quem comprou quer receber amor através das palavras que estão impressas nas páginas dos meus livros e eles merecem muito mais que isso! Merecem que eu dê o meu melhor não só escrevendo, mas que esse carinho e dedicação sejam percebidos o tempo todo.

7.   Sabemos que a vida de escritor não é fácil, pois o incentivo é muito pouco, como foi pra você decidir publicar um livro? Quais foram as dificuldades que você encontrou no caminho?

Foi um desafio, mas um desafio que me fez crescer muito, tanto como pessoa quanto como profissional. Principalmente porque se tratava de um sonho e poder lançar um livro me fez acreditar que devemos sempre acreditar em nós, nos nossos sonhos, nossos objetivos.
A dificuldade sempre será a falta de incentivo. Vivemos num país que, infelizmente, não incentiva a leitura. O ter que fazer o trabalho de formiguinha para que as pessoas conheçam seu trabalho, seus projetos, se interessem por você e seus livros... Mas até isso me faz melhor como pessoa, me faz aprender mais sobre dar valor as coisas e ao que acreditamos. Me deixa mais próxima dos meus leitores, do meu público, de quem gosta realmente das minha histórias. E eu amo estar perto deles, interagir, ouvir o que pensar e o que sentem a respeito do que eu escrevo. Eles me inspiram!


8.   Qual foi o seu primeiro livro a ser escrito? Você sempre quis ser escritora?

Eu sabia que queria escrever um livro desde os 11 anos. O primeiro livro que escrevi se chamava “Férias do arrepio” e meus personagens eram os meus amigos de sala de aula.

9.   O que te motiva a escrever? Você tem algum hobby?

Tocar o coração das pessoas e emocioná-las me motiva a escrever. Meu hobby, além de ler, é viajar. É uma das maiores paixões da minha vida!

10.  Qual seu escritor e livro favorito? E por quê?

Amo do fundo do meu coração a Colleen Hoover. Acho que ela sensacional! O livro dela que eu mais amo nessa vida é “Talvez um dia”.

11. Você pretende publicar algum livro em breve? O que os leitores podem esperar?

Com certeza teremos novidades para esse ano. Estou trabalho num projeto em conjunto com uma autora que eu amo muito! Só posso dizer que: vai ser maravilhoso!




Michelle, primeiramente quero agradecer pela a entrevista, por ter nos dado um pouquinho do seu tempo para nos responder. Lhe desejo muito sucesso, que esse novo projeto que está por vir seja cheio de surpresas e conquistas. O blog estará disponível para o que você precisar. 



Conheça outras entrevistas com escritores aqui.








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